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Banner do Artigo do Blog Untangle "VPN e Firewall: Fortalecendo o Trabalho Remoto com Untangle"

VPN e Firewall: Fortalecendo o Trabalho Remoto com Untangle

O trabalho remoto e híbrido deixou de ser exceção e virou padrão em muitas empresas. Colaboradores acessam ERP, arquivos compartilhados, RDP e aplicações SaaS a partir de redes domésticas e conexões móveis — fora do perímetro da empresa. Sem uma camada segura, esse cenário abre portas para interceptação de dados, roubo de credenciais, malware e perda de conformidade, especialmente frente a exigências como a LGPD. Além do risco, há o desafio operacional: como aplicar políticas consistentes e manter visibilidade quando cada usuário está em uma rede diferente?

É aqui que a combinação VPN + NG Firewall faz a diferença. A VPN cria um túnel criptografado que garante confidencialidade e integridade, e o NG Firewall aplica políticas de mínimo privilégio, segmenta acessos, inspeciona o tráfego (Web/SSL, IPS, antimalware), prioriza o que é crítico com QoS (Quality of Service) e entrega relatórios claros para auditoria e resposta rápida. Em outras palavras, não se trata apenas de “conectar”, mas de “conectar com controle e visibilidade”.

Neste artigo, mostraremos porque implementar esse modelo com o Untangle NG Firewall e como escolher a melhor opção de VPN para cada caso — IPsec ou WireGuard — garantindo segurança e desempenho tanto para equipes remotas quanto para links entre sites.

O que é uma VPN

Uma VPN (Virtual Private Network) cria um “túnel” criptografado entre dois pontos da rede — por exemplo, o notebook de um colaborador e o firewall da empresa — encapsulando o tráfego para que ele viaje com confidencialidade, integridade e autenticação. Em termos práticos, ela estabelece uma rede lógica (overlay) sobre a internet pública (underlay), permitindo que sistemas internos sejam acessados como se o usuário estivesse fisicamente dentro do escritório. Veja abaixo uma ilustração do funcionamento de uma VPN.

Ilustração do funcionamento de uma Tunnel VPN com Untangle
Ilustração do Funcionamento de uma Tunnel VPN com Untangle

Uma VPN protege de várias formas os seus ativos digitais: a confidencialidade é garantida por criptografia forte (como por exemplo, AES ou ChaCha20), que impede a interceptação do conteúdo; a integridade e a autenticidade são asseguradas por mecanismos como HMAC ou modos AEAD, garantindo que o tráfego não foi alterado e que provém de quem afirma ser; a proteção anti-replay usa números de sequência e janelas deslizantes para bloquear a reutilização de pacotes capturados; por fim, o isolamento lógico do túnel separa o tráfego corporativo do tráfego público do usuário.

Além dos benefícios citados acima, a VPN ainda tem diversas funcionalidades no ambiente empresarial, podendo ser usado de diversas formas, tais como:

  • Acesso remoto (client-to-site): usuários fora do escritório conectam-se ao NG Firewall para acessar aplicações internas, arquivos e serviços.
  • Site-to-site (LAN-to-LAN): filiais, data centers e VPCs na nuvem são interligados com rotas privadas.
  • Nuvem híbrida: túneis ligam o NG Firewall on-premises a gateways de nuvem (AWS, Azure, GCP).

Por que é essencial no trabalho remoto e híbrido

Para uma corporação, é essencial que seu setor de TI esteja acompanhando cada conexão, dispositivo e usuário na rede. Isso não é diferente com o trabalho remoto e híbrido se tornando norma. Portanto, segurança nesses ambientes é uma necessidade que a VPN soluciona, não apenas criando uma conexão segura para os usuários e empresa, como também impondo políticas, segmentando acessos e oferecendo visibilidade operacional sem fricção para o colaborador. Os pontos a seguir sintetizam por que a VPN é peça central nesse modelo de trabalho distribuído.

  • Proteção de credenciais e dados: sem túnel, logins e dados sensíveis podem vazar por canais inseguros ou proxies maliciosos, já que redes domésticas e Wi-Fi públicos são suscetíveis a sniffing, ARP spoofing e malwares em roteadores.
  • Conformidade e auditoria: VPN facilita cumprir LGPD, ISO 27001, SOC 2, ao garantir criptografia em trânsito, registro de acessos e aplicação de políticas centralizadas.
  • Mínimo privilégio e segmentação: combinada ao NG Firewall, a VPN não só conecta; ela restringe quem acessa o quê, quando e de onde.
  • Continuidade e performance: priorização (QoS) e visibilidade fim a fim ajudam a manter SLAs de aplicações críticas.

Leia também: E-book “O Que a LGPD Diz Sobre Armazenamento de Dados Sensíveis dos Usuários”

VPN no contexto Zero Trust e SASE

Não poderia deixar de citar como funciona uma VPN no contexto Zero Trust em que várias empresas operam: Zero Trust parte do princípio de “nunca confie, sempre verifique”, exigindo validação contínua de identidade, postura do dispositivo e contexto antes e durante o acesso, com privilégio mínimo e segmentação. Já o SASE (Secure Access Service Edge) consolida rede e segurança na nuvem — combinando ZTNA, SWG, CASB, FWaaS e SD‑WAN — para entregar acesso seguro e consistente de qualquer lugar.

Nesse modelo, a VPN deixa de ser apenas um túnel IP amplo e passa a integrar-se ao controle por identidade e aplicação, políticas dinâmicas e inspeção baseada em risco. Zero Trust não elimina a VPN, ele a torna mais inteligente. Com isso, o acesso deve ser:

  • Identity-aware: vinculado a usuário, grupo e postura do dispositivo (compliance do endpoint).
  • Segmentado: restringir por aplicação/porta/rede, em vez de dar acesso amplo à LAN.
  • Observável: logs detalhados, alertas e trilha de auditoria.

A VPN pode ser o “canal seguro” enquanto o NG Firewall aplica políticas de Zero Trust. Em alguns cenários, soluções ZTNA/SASE por aplicativo complementam ou substituem o full tunnel. Portanto, a escolha depende do portfólio de apps e dos requisitos de controle.

Leia também: Os Perigos da BYOD para a Segurança da sua Empresa

VPN com Untangle: IPsec ou WireGuard?

Quando vamos implementar um VPN com Untangle, nos deparamos com uma escolha importantíssima de protocolos: IPsec ou WireGuard? A escolha costuma ficar entre esses dois porque são os mais confiáveis e mais utilizados no mercado.

Nessa decisão, precisamos equilibrar compatibilidade com equipamentos de terceiros e requisitos formais (onde IPsec brilha) versus facilidade de gestão, velocidade e melhor experiência para dispositivos móveis/roaming (onde WireGuard tende a se destacar). Em geral, integrações heterogêneas e legadas favorecem IPsec, enquanto ambientes controlados nas duas pontas ou que priorizam baixa latência e operação simples favorecem WireGuard. Porém, agora, vamos aprofundar sobre as características de cada protocolo que levam a uma escolha estratégica na implementação de um VPN em sua infraestrutura de rede.

Tabela Comparativa entre protocolos de VPN - IPsec vs WireGuard
Tabela Comparativa entre Protocolos para VPN – IPsec vs WireGuard

Quando usar IPsec

IPsec é um conjunto de padrões maduros que criptografa tráfego na camada de rede e prioriza interoperabilidade entre fabricantes, sendo comum em situações multi-vendor e com exigências de compliance.

Em cenários que exigem interoperabilidade ampla, requisitos formais e integração com equipamentos e serviços de terceiros, o IPsec costuma ser a escolha mais segura para:

  • Integrações multi-vendor e com nuvens (AWS, Azure, GCP) em túneis site-to-site
  • Ambientes com compliance ou políticas que exigem padrões amplamente reconhecidos
  • Redes estáveis com IPs fixos e topologias hub-and-spoke
  • Necessidade de granularidade em algoritmos, lifetimes e métodos de autenticação

Quando usar WireGuard

WireGuard é um protocolo mais novo e minimalista que o IPsec, focado em desempenho e simplicidade, com configuração baseada em chaves e uso exclusivo de UDP. Sendo assim, quando simplicidade operacional, desempenho e boa experiência para usuários móveis/roaming são prioridades, o WireGuard tende a se destacar, sendo utilizando em:

  • Acesso remoto de notebooks e celulares mudando de rede com frequência (roaming suave)
  • Túnel rápido e leve entre filiais controladas nas duas pontas
  • Ambientes com IP dinâmico e NAT, onde a reconexão precisa ser transparente
  • Equipes que valorizam configuração simples baseada em chaves e manutenção mínima

Concluindo…

A VPN cria um “canal seguro” enquanto o NG Firewall aplica políticas de segurança e conformidade como: políticas e regras de rede, QoS e controle de banda larga, WAN Failover e Balance, Web Filter, controle de aplicação, entre outros. Portanto, esta é uma combinação poderosa e que corporações deveriam ter em sua infraestrutura de rede.

Se você ainda não conhece a infinidade de recursos do Firewall NG Untangle, deveria acessar nossa página O Untangle. E não deixe de nos contatar para um orçamento personalizado da implementação do NG Untangle em sua organização.

E a sua empresa, já tem VPN implantada? Que medidas de segurança já está implementando para manter a sua rede empresarial totalmente segura? Conte suas experiências para a gente nos comentários!

Aproveite para conhecer o Untangle, acessando o demo do produto: http://demo.untangle.com


Pontos Essenciais

O que é uma VPN e como ela protege os dados?

A VPN cria um “túnel” criptografado entre dois pontos (ex.: notebook do colaborador e o firewall da empresa), estabelecendo uma rede lógica sobre a internet pública. Ela garante confidencialidade (AES ou ChaCha20), integridade e autenticidade (HMAC ou modos AEAD), proteção anti-replay (números de sequência e janelas deslizantes) e isolamento lógico do tráfego corporativo.

Quais são os principais casos de uso de VPN no ambiente empresarial?

Acesso remoto (client-to-site) para usuários fora do escritório; interligação site-to-site (LAN-to-LAN) entre filiais, data centers e VPCs; e cenários de nuvem híbrida, conectando o NG Firewall on‑premises a gateways na AWS, Azure ou GCP.

Por que a VPN é peça central no trabalho remoto e híbrido?

Porque protege credenciais e dados em redes potencialmente inseguras (Wi‑Fi doméstico e público), facilita conformidade e auditoria (LGPD, ISO 27001, SOC 2), habilita mínimo privilégio e segmentação quando combinada ao NG Firewall e sustenta continuidade e performance com QoS e visibilidade fim a fim.

Como a VPN se integra aos modelos Zero Trust e SASE?

Em Zero Trust, o princípio é “nunca confie, sempre verifique”: o acesso deve ser identity‑aware (vinculado a usuário/grupo e postura do dispositivo), segmentado por aplicação/porta/rede e observável (logs e trilhas de auditoria). No SASE, rede e segurança são consolidadas na nuvem. A VPN funciona como canal seguro enquanto o NG Firewall aplica políticas de Zero Trust; em alguns cenários, ZTNA/SASE por aplicativo complementa ou substitui o túnel completo, dependendo dos requisitos.

No Untangle, quando usar IPsec e quando usar WireGuard?

Use IPsec quando a prioridade for interoperabilidade multi‑vendor, requisitos formais de compliance, integrações com nuvens (AWS, Azure, GCP), redes estáveis com IPs fixos e necessidade de granularidade em algoritmos e lifetimes. Prefira WireGuard quando simplicidade operacional, desempenho e boa experiência para usuários móveis/roaming forem críticos, em ambientes com IP dinâmico/NAT e túneis entre pontas controladas, com configuração baseada em chaves e manutenção mínima.

Como o Untangle NG Firewall fortalece a segurança além do túnel VPN?

O NG Firewall aplica políticas de mínimo privilégio e segmentação, inspeciona tráfego Web/SSL, integra IPS e antimalware, prioriza o que é crítico com QoS e oferece relatórios claros para auditoria e resposta a incidentes, garantindo controle e visibilidade sem fricção para o usuário remoto.

Quais recursos adicionais do Untangle aumentam disponibilidade e controle no trabalho remoto?

QoS e controle de banda para manter SLAs, WAN Failover e Balance para resiliência de links, Web Filter e controle de aplicações para governança do tráfego. O conjunto assegura conexão segura, desempenho consistente e governança centralizada do ambiente distribuído. Para conhecer mais, é possível avaliar o demo do produto em http://demo.untangle.com.


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